Review Phantom Blade Zero | Um jogo com lições que a indústria pode aprender

Fonte: Canaltech — 2026-10-26

É inegável que o grande destaque de 2026 é GTA 6. Para muitos, esse é o jogo mais aguardado, mas Phantom Blade Zero é um dos títulos que eu mais aguardava neste ano . A espera acabou, e depois de ficar impressionado com o que vi jogando lá na China por algumas horas , chegou o momento de ver se ele é realmente tudo isso.

Phantom Blade Zero é o primeiro título AAA do estúdio chinês S-Game , que tinha maior foco em jogos mobile. O game foi feito por cerca de 150 pessoas e, se você não tem muita noção do tamanho de um estúdio, Diablo 4 foi feito por mais de 9 mil pessoas. Claro que joguei um exemplo extremo, mas jogos grandes de estúdios tradicionais tendem a ter centenas ou milhares de pessoas trabalhando neles.

Ou seja, a S-Game tem uma equipe enxuta, mas entregou um game que deixa muitos estúdios veteranos com uma pulga atrás da orelha, imaginando onde eles precisam melhorar .

Prós

Combate super refinado, ponto alto do jogo

Dezenas de armas únicas

Fator replay alto

Sem repetição de chefes

Gráficos belíssimos

Suporte as tecnologias modernas no PC

Cenários bastante variados

NPCs detalhados ajudam na imersão

Contras

História complexa

Mapas lineares e sem desafio na exploração

Muito stuttering na versão de PC

Texturas em baixa qualidade por todo lado

Consumo de memória RAM é absurdamente alto

História difícil de acompanhar

Em Phantom Blade Zero, o jogador assume o papel de Soul, um espadachim habilidoso, conhecido, temido e respeitado no mundo do game . Um acontecimento importante logo nos primeiros minutos de gameplay dá a direção que o jogo vai tomar em toda a sua duração e traz a motivação principal para o protagonista.

A história de Phantom Blade Zero é cheia de personagens que aparecem no decorrer da jornada, cada um com um background rico. Por isso, são muitos nomes e muitas histórias. Particularmente, tive dificuldade em entender o que estava acontecendo em alguns momentos, justamente pela enorme quantidade de personagens, clãs e acontecimentos importantes . Em um momento específico, Soul cita dois nomes e pergunta: "O que é tudo isso?" e eu me identifiquei com a questão dele.

O ponto central é compreensível, já que ela se desenrola em cutscenes (muito bem feitas, de altíssimo nível) , geralmente com os personagens de sempre. Mas o complemento da história é contado através de diálogos com muitos NPCs e documentos . É uma história interessante e intrigante, porque envolve traições, alianças, só que é difícil de acompanhar em sua totalidade. É como entender que, em Elden Ring, você precisa se tornar o Elden Lord, mas acompanhar os acontecimentos que levaram ao ponto central é bastante difícil.

Em geral, como costuma acontecer em muitos RPGs de ação, o mundo jaz em trevas. Quase todos os lugares estão devastados; muitas vítimas de tudo o que foi feito pelo vilão principal; locais destruídos e uma atmosfera pesada e melancólica na maior parte do tempo.

Mundo vasto e belíssimo, mas um tanto linear

O mundo de Phantom Blade Zero é um espetáculo à parte em dois aspectos: direção de arte e gráficos . Este é um jogo feito na Unreal Engine 5 e tem visuais belíssimos , principalmente na versão de PC. A maior parte do game se passa em uma natureza vasta e exuberante com cores diferentes, montanhas por todos os lados e campos abertos, cachoeiras, rios e lagos, lembrando até a ambientação de Black Myth: Wukong, já que ambos têm a China como inspiração.

Existem ainda vilas com muitos interiores para se explorar, cavernas, florestas, entre outras ambientações, além de uma cidade enorme em um determinado momento do game. Em minha visita à China para conferir o game, pude conhecer a Cidade Proibida , um dos maiores pontos turísticos com uma história riquíssima do país, e um dos desenvolvedores me disse que eles escanearam o local para o jogo, muito provavelmente para esse trecho que mencionei .

Mas eu confesso que o level design não me agradou tanto . Em entrevistas, Soulframe, diretor do jogo e fundador do estúdio,…

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