O que é fato e o que é ficção em Monstro: A História de Lizzie Borden
Fonte: Canaltech — 2026-09-19
Para a alegria dos entusiastas de true crime, Monstro: A História de Lizzie Borden já está disponível na Netflix. Com todos os episódios lançados, a quarta temporada da série criada por Ryan Murphy e Ian Brennan conta a história de um caso real que chocou os Estados Unidos no século XIX, mas algumas liberdades criativas foram tomadas ao longo do caminho.
Estrelado por Ella Beatty (Feud), o capítulo de número quatro do programa da Netflix apresenta ao público Lizzie Borden, uma mulher que existiu de verdade e que, em 1892, foi acusada de ter assassinado o pai e a madrasta usando um machado. Julgada em tribunal na época, Lizzie foi absolvida das acusações, e a morte do casal nunca foi devidamente solucionada por falta de evidências.
Considerando esse cenário de dúvida, a equipe criativa de Monstro: A História de Lizzie Borden precisou usar a imaginação para ficcionalizar o que poderia ter acontecido no dia dos brutais assassinatos e, dessa forma, preencher as várias lacunas deixadas pela ausência de informações concretas. Mas até que ponto isso foi feito? O Canaltech explica a seguir.
Fato ou ficção na temporada 4 de Monstro
Se você já maratonou a quarta temporada de Monstro e ficou em dúvida sobre a veracidade dos acontecimentos apresentados pelo capítulo, chegou o momento de saber o que é fato e o que é ficção em A História de Lizzie Borden . Confira a seguir os principais destaques da temporada.
Lizzie Borden realmente matou o pai e a madrasta?
Embora a série da Netflix use essa versão para desenvolver a narrativa, não há indícios concretos de que Lizzie Borden realmente tenha assassinado seu pai e a madrasta, Andrew e Abby Borden, no dia 4 de agosto de 1892.
Na época, Lizzie chegou a ser acusada pelos assassinatos por causa de crescentes tensões dentro de casa, que eram conhecidas pelos habitantes na região de Fall River, no Massachusetts. Pelo que se sabe, Lizzie e Emma, sua irmã mais velha, viviam em pé de guerra com o pai, um homem com fortuna razoável, mas extremamente avarento.
Há relatos de que desentendimentos entre a família por causa de dinheiro eram constantes, e que Lizzie e Abby não tinham uma relação muito próxima, porque a filha de Andrew acreditava que a madrasta tinha interesse na fortuna do marido. Sabe-se ainda que Andrew comprou uma casa para a meia-irmã de Abby meses antes dos assassinatos, e que uma visita do tio materno de Lizzie teria inflamado ainda mais as tensões da casa.
Como as mortes de Andrew e Abby realmente aconteceram?
Monstro: A História de Lizzie Borden toma algumas liberdades criativas para imaginar que Lizzie realmente matou o pai e a madrasta em 1892, aplicando elementos ficcionais para retratar as mortes de Andrew e Abby.
Na série da Netflix, os assassinatos aparecem duas vezes, na abertura dos episódios 4 e 5, apresentando uma versão que reimagina o que poderia ter acontecido na realidade, com Abby pegando um machado e partindo, primeiramente, para cima de Abby no quarto de hóspedes. Por último teria vindo o pai, assassinado na sala de estar.
O programa toma algumas liberdades criativas, como na cena de Abby, em que vemos uma certa perseguição acontecendo na casa (que não ocorreu de verdade, pelo que historiadores relatam). Com Andrew também foram adicionados elementos ficcionais, como a presença de Bridget Sullivan, a empregada doméstica da família, que na cena é a responsável por atacar o homem. Lizzie ajuda Bridget depois, com as duas terminando o “serviço” juntas.
Lizzie tinha um relacionamento amoroso com Bridget Sullivan?
Ao longo da temporada, acompanhamos Lizzie se envolvendo em um relacionamento amoroso com Bridget, que realmente trabalhava como empregada doméstica da família Borden na vida real. Porém, não há evidências de que as duas realmente viviam um romance durante o período dos assassinatos, ou em qualquer outro momento.
O que a Netflix fez, neste caso, foi usar diversas teorias sobre o caso de Lizzie Borden, que sugerem que ela poderia ter sido lésbica.…
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