Review BYD King: passamos 1 mês com o híbrido que "destronou" o Corolla
Fonte: Canaltech — 2026-09-12
Durante décadas, falar em sedan médio no Brasil era quase sinônimo de falar em Honda Civic, Nissan Sentra e, principalmente, em Toyota Corolla . A receita parecia pronta: bom espaço interno, conforto, confiabilidade , consumo razoável e uma mecânica conhecida . Só que o mercado mudou , a eletrificação ganhou força e apareceu uma nova geração de carros chineses disposta a mexer justamente onde o Corolla parecia “reinar” confortavelmente.
Foi justamente por conta da mudança de cenário que a r eportagem do CT Auto passou um mês com o BYD King GS , um híbrido plug-in que chegou ao Brasil com uma proposta bastante diferente da que estamos acostumados a encontrar entre os sedans médios. Depois de conviver diariamente com o carro, ficou claro que a BYD não tentou apenas criar mais um concorrente para o Corolla . O King foi pensado para convencer o consumidor de que talvez já seja hora de procurar outra referência: um novo “rei” .
A pergunta que ficou depois de algumas semanas de uso foi inevitável: o BYD King realmente conseguiu destronar o Corolla? A resposta não está apenas nos 235 cv de potência combinada , nos 7,3 segundos para chegar aos 100 km/h ou na possibilidade de rodar utilizando eletricidade. Ela está na experiência de usar o carro todos os dias , no trânsito, na estrada, na hora de abastecer e, principalmente, na sensação de dirigir um sedan que parece ter sido projetado para uma época diferente.
BYD King GS: primeiro contato engana, e isso é bom
O King não é um carro pequeno . São 4,78 metros de comprimento, 1,84 m de largura e 2,72 m de entre-eixos. Mesmo assim, ele não passa aquela sensação exagerada de sedan grande. A posição de dirigir é confortável e o espaço interno é suficiente para levar quatro adultos com bastante tranquilidade. No banco traseiro, o bom entre-eixos ajuda a deixar a experiência mais agradável para quem não está ao volante.
O porta-malas também merece destaque . São 450 litros , capacidade suficiente para a rotina familiar e para uma viagem sem precisar escolher demais o que vai ou não entrar. O tanque de combustível tem 48 litros e o carro utiliza pneus 215/55 R17. São números que ajudam a entender por que o King funciona tão bem como carro de uso cotidiano , mesmo sendo um híbrido plug-in.
O que muda de verdade ao dirigir um híbrido plug-in
A primeira grande diferença aparece logo nos primeiros quilômetros . Com a bateria carregada, o King pode rodar como um carro elétrico em boa parte da utilização cotidiana . O silêncio do motor elétrico e a resposta imediata do acelerador mudam completamente a relação com o trânsito e aumentam o prazer em dirigir.
É aqui que a proposta do sistema DM-i começa a fazer sentido. O motorista não precisa ficar escolhendo o tempo inteiro qual motor deve funcionar . A eletrônica administra o conjunto e permite aproveitar a eletrificação no dia a dia , enquanto o motor 1.5 aspirado entra em cena quando necessário. Na versão GS, o motor elétrico entrega 197 cv e o conjunto chega a 33,2 kgf/m de torque , com potência combinada de 235 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,3 segundos.
Saímos de São Paulo para Jundiaí com carga completa e tanque cheio
Um dos testes mais interessantes realizados durante esse período começou justamente fora da rotina. A reportagem do CT Auto saiu de São Paulo com destino a Jundiaí com a bateria completamente carregada e o tanque cheio. A ideia era simples: começar a experiência com as duas fontes de energia disponíveis e observar como o carro se comportaria durante o percurso.
O mais interessante não foi simplesmente saber quantos quilômetros o King conseguiria percorrer . Foi perceber como a combinação entre os dois sistemas tira do motorista aquela preocupação comum de escolher entre eficiência e autonomia. Se a eletricidade acaba, existe gasolina . Se há carga disponível, o sistema pode explorar o motor elétrico . É uma lógica bastante diferente da de um carro elétrico puro e, ao mesmo tempo, muito distante de um…
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